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Arroz Doce e Canela

Arroz Doce, trata-se de um Blog com o objectivo de ser lido, tal como todos os outros... Mas o que distingue este mero espaço cibernético dos restantes é basicamente o facto do autor ser um bocado, digamos... esquisito... Mas que gosta de vós!!

Mas Qual Menino?!

Oláá!! As mulheres são chatas. Pronto, acabei de libertar toda uma fúria de femininistas, mas antes de começarem aí a dar coices a todo o indivíduo portador de hortas, eu passo a explicar o porquê de afirmar tal coisa. Epá já me pontapearam um testículo, irra, que maçada,ou tomatada neste caso.

Já cheguei a escrever sobre uma conversa extremante irritante que quase me levou a praticar o múltiplo homicídio, bem, recentemente apanhei com um momento muito semelhante, eu diria até algo mais aborrecido, só de pensar até começo a piscar o olho esquerdo descontroladamente, agora tenho uma senhora à minha frente que pensa que me estou a fazer a ela... Por favor mãe, sai daqui, eu só estava a ter um tique nervoso.

A razão para esta conversa ser mais chata é somente pelo simples facto do transporte público em que estava ser um barco, ao contrário da outra que foi num autocarro. O barco é sempre pior porque são 20 minutos a aturar aquelas alminhas. Eu não uma pessoa que fica a escutar conversas, quando as oiço é porque é mesmo inevitável, por mim até fugia!!

Estava eu então navegando pelas marés do rio tejo, desejante por chegar a casa, quando duas mulheres, ou então, pessoas não homens (para não chatear novamente as femininistas), sentam-se atrás de mim e começam no seu dever social, dialogando sobre um assunto que lhes era extremamente peculiar. Tratava-se de uma colega de trabalho que faltava a um ritmo constante e até alucinante pelo que entendi!! Pronto foi só isto. 20 minutos só a falar de uma pessoa que falta. É fenomenal, é preciso muita força de vontade para falar de outros por quase meia-hora, porém, têm o direito de o fazer, mas o que realmente me chateou foi o ciclo da conversa. Tudo aquilo não passava de um processo de reciclagem constante, até as palavras eram as mesmas, pareciam duas papagaias encravadas, se é que isso existe...

Transcrevendo agora um pouco a conversa, irei inventar dois nomes pois não sei a identificação das coisitas, suponhamos que sejam a Vagita e Mijita, passo então a citar:

 

Vagita - Epá ela já faltou 24 vezes, por causa do menino
Mijita- Então o que é que o menino tem?
Vagita- Sempre que está com uma doença, ela diz que não pode ir por causa do menino
Mijita- Mas o menino sofre de alguma coisa?
Vagita- Não sei, mas ela não pode faltar 24 vezes por causa do menino
Mijita- Pois mas o que é que se 'tá a passar com o menino?
Vagita- O menino deve estar cheio de gastroenterite
Rapaz- AAAAAAAAAH, PORRA PÁ
Vagita - O que foi isto?!
Mijita - Foi o menino à nossa frente, coitado, deve estar a passar um mal bocado...

 

Pronto, talvez as ultimas falas não tenham existido, mas "cum caroço", estive quase para gritar e sair do barco, a nadar sempre conseguia abafar o som daquelas chaleiras. Nunca eu pensei que a palavra "menino" pudesse ser tão irritante, se apanhar esse menino na rua dou-lhe um pontapé nos testículos!! Sou capaz de não o fazer, é que no fundo sou boa pessoa e isso não seria muito ético... Mas dou um pontapé nos testículos da mãe dele, talvez assim ela falte menos vezes e eu consigo ter uma viagem de barco sossegado!!!

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