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Arroz Doce e Canela

Arroz Doce, trata-se de um Blog com o objectivo de ser lido, tal como todos os outros... Mas o que distingue este mero espaço cibernético dos restantes é basicamente o facto do autor ser um bocado, digamos... esquisito... Mas que gosta de vós!!

Enquanto isso na Chuva

Oláá!! Nunca te aconteceu passares um dia algo menos energético do que o habitual? Não pergunto isto no mau sentido, com falta de energia e sem vontade. Pergunto mais como algo distante do mundo, sem ter os pés no chão, consumido pelo pensamento e contentamento em ser seguido pela imaginação. Pensar pode deixar-nos parados, mas leva a uma inquietação dentro da cabeça que pode ter resultados espectaculares ou simplesmente ridículos.

Ontem tive esse meu momento, a chuva consumiu-me, levou-me a um mundo de filosofias aos quais não trouxe respostas concretas. Pessoalmente aprecio a chuva, não sei explicar, gosto de ver e ouvir, sentir na pele cada pequena gota que o céu tem para me oferecer e daí comecei a pensar somente nisso, no temporal, o estado de espírito que estava a sentir, à procura de exprimir para o meu inconsciente um pouco deste céu cinzento.

O que me deixa fascinado é o poder que a chuva tem em tirar a agitação das ruas confusas, cria paz, o ritmo mexido do ser humano abranda completamente, algo que é bastante reconfortante para pessoas que não gostam de agitação, como eu. A água limpa tudo por onde cai, menos a minha mente, que se recusa a assumir o papel de pedra numa caminhada algo aventureira, vou aceitando cada gota de passagem no meu rosto, mas estas não se tornam em profurantes, mas sim reconfortantes.

A cada passo que dou, o meu pé escorrega ligeiramente com a falta de aderência, nada em mim se encontra fixo, parece que o meu corpo segue de forma automática sem eu estar ao leme. Ao meu lado passam outras pessoas, correndo por um abrigo para se molharem o menos possível, eu devia fazer o mesmo, mas até estou a gostar do passeio.

Quando dou por mim, estou sentado no barco de regresso a casa, com as calças a retratarem a minha exposição à chuva e no entanto, todo aquele momento apático que atravessei parece ter ficado no céu cinzento, resta-me agora voltar a casa e descansar para o próximo dia, oxalá não ser apanhado mais em tempestades de pensamentos sem respostas....

Até amanhã.

 

 

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