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Arroz Doce e Canela

Arroz Doce, trata-se de um Blog com o objectivo de ser lido, tal como todos os outros... Mas o que distingue este mero espaço cibernético dos restantes é basicamente o facto do autor ser um bocado, digamos... esquisito... Mas que gosta de vós!!

Demonstra Amor, Pode Ser?

Oláá!! Estou intrigado com a raça humana, sempre fui muito observador de comportamentos da nossa espécie, gosto de enquadrar-me ao certo num mundo tão instável. Sem dúvida a mais clara conclusão que tiro dessas observações é sem dúvida a falta de amor, ou seja, como é muito mais "fácil" odiar em vez de realmente criar amizades.

Com todo o respeito à minha raça, nós conseguimos ser umas valentes bestas quadradas, repelentes uns dos outros. Não gosto muito de tais comportamentos mas, cada vez mais, com a experiência de vida que vou adquirindo, isso é mais evidente.

Muitas são as ocasiões em que estou com amigos meus e ao verem alguém, desconhecido de nossa parte, levam ao julgamento, gozando ou destacando defeitos, podem estar certos ou não sobre essa pessoa, mas porquê partir logo a matar? Será mesmo assim que devemos ver "os outros"?

Quantas vezes já não presenciei amigas minhas a falaram mal sobre alguém, bastando somente uma troca de olhares entre elas e a/o indivídua/o para gerar aquele "cochichar" naquele grupo cor de rosa...

Pergunto-me, para quê? Para quê ser assim? Somos todos raça humana, cada um tal como é, com seus defeitos mas também qualidades, capazes de comunicarmos uns com os outros, somos uma espécie que evoluiu bastante em cooperação, jamais chegaríamos aos dias de hoje se nunca tivéssemos ajudado uns aos outros, tornando-nos na espécie mais poderosa e dominante do planeta. Como conseguimos evoluir tanto em conjunto mas mesmo assim estereotipamos logo aspectos negativos em qualquer pessoa? Questiono-me como é muito mais fácil atirar uma pedra a alguém desconhecido em vez de dar um aperto de mão? Valerá a pena rodearmos de inimigos (ou hatters como dizem hoje em dia) sem nunca termos experiências negativas com esses mesmos quando os podemos ter como nossos "aliados"?

Tudo isto uma vasta panóplia de comportamentos que observo que me levam a tantas questões, talvez faça parte da nossa genética, talvez os tempos de hoje sejam propícios a afastarmos do desconhecido, talvez a compaixão esteja a tornar-se apenas um fenómeno em extinção, talvez apontar um dedo seja mais fácil do que acenar, talvez esteja na hora de começar a haver mais abraços...

Eu sou um mero Blogger que gostava de despertar este problema a ti, leitor/a, posso não ser muito influente nesta cadeia de Blogs, mas vale a pena reflectir sobre o assunto.

 

 

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